Conselho Tutelar e PM são acionados pela Diretora de uma creche de Laranjal/PR após uma criança relatar que foi agredida pelo padrasto
Na quinta-feira, dia 26 de março de 2026, uma mulher compareceu no Destacamento da Polícia Militar de Laranjal/PR, acompanhada das Conselheiras Tutelares, relatando que nesta tarde, por volta das 16h, a diretora da creche onde a sua filha menor de 2 anos e 11 meses estuda, entrou em contato, solicitando a sua presença na instituição.
No local, segundo ela, a diretora informou que durante o período escolar, a criança relatou ter sido agredida pelo padrasto, gesticulando com as mãos sobre o rosto e o braço esquerdo.
Foi possível constatar a presença de hematomas na face da criança, próximo ao olho direito, na região da bochecha e sobre o nariz.
Diante dos fatos, o Conselho Tutelar foi acionado, compareceu ao local e encaminhou a criança à uma Unidade Básica de Saúde – UBS para realização de exame de lesões, sendo constatados os hematomas conforme o laudo.
Posteriormente, a genitora foi acionada e compareceu na creche, onde após diálogo entre as partes, foi realizado contato com a Polícia Militar para a confecção do Boletim de Ocorrência.
A mulher informou que convive com o autor dos fatos, e que no período da manhã, enquanto tomava banho, ouviu um grito de sua filha e, ao sair, observou os hematomas.
Ao questionar o autor, este afirmou que a criança teria caído ao chão, negando qualquer agressão.
A declarante informou ainda que o autor não tem paciência com a criança, havendo constantes desentendimentos, e que o relacionamento entre ambos é conturbado, com uso frequente de palavras ofensivas e imposição de limites de forma inadequada.
Relatou também que em uma das discussões, o convivente quebrou o próprio celular dele e passou a utilizar o seu aparelho.
A mulher declarou ainda que está grávida de 8 meses do acusado, o qual retorna do trabalho por volta das 04h da madrugada, manifestando temor quanto à sua reação dele ao tomar conhecimento dos fatos.
Diante disso, solicita acolhimento institucional, bem como a concessão de Medida Protetiva de Urgência.
Diante de todo o exposto, a vítima foi encaminhada pelo Conselho Tutelar para acolhimento institucional, sendo devidamente orientada quanto às medidas cabíveis, sendo o presente boletim de ocorrência encaminhado à 44ª Delegacia de Polícia Civil de Palmital/PR.
