Falta de recurso paralisa obra de hospital em Pitanga, diz secretária
Falta de recurso faz obra ficar parada (Foto: Secretaria de Saúde/Prefeitura de Pitanga)
(1ª FASE DO NOVO HOSPITAL DE PITANGA TEM 25% DA OBRA JÁ CONCLUÍDA, SEGUNDO LEVANTAMENTO DO TCE-PR)
Obra paralisada: recurso de R$ 25 milhões liberado pelo Ministério da Saúde ficou defasado durante a pandemia por causa do aumento de preços
Uma obra paralisada incomoda moradores de Pitanga. Trata-se da construção de um novo hospital que pretende atender um universo de mais de 60 mil pessoas. São pacientes que chegam de Palmital, Santa Maria do Oeste, Boa Ventura de São Roque e outros municípios da Região Central do Estado. No entanto, embora o recurso seja direto do Ministério da Saúde, não está sendo suficiente para que a construção avance.
Conforme a secretária de Saúde, a enfermeira Jéssica Patrícia P. de Oliveira, por conta do déficit financeiro, a empresa contratada suspendeu a obra. “A empresa indicou a inexequibilidade do serviço pelo preço originalmente estabelecido. Dessa forma, a obra continuará parada, até que o pedido de atualização dos valores seja julgado em definitivo. O processo encontra-se em trâmite na Caixa Econômica Federal”.
De acordo com o histórico da obra, o anúncio da liberação ocorreu em fevereiro de 2018, quando Ricardo Barros, hoje deputado federal, respondia pelo Ministério da Saúde e falou em R$ 25 milhões, para 8.800 metros quadrados de área construída e 80 leitos. À época o prefeito Mailcol disse que se trata da Nova Unidade do Hospital São Vicente, construído em 1946.
DÉFICIT DURANTE A PANDEMIA
Conforme a secretária municipal de Saúde, a licitação ocorreu levando em consideração R$ 25 milhões. Todavia, com a pandemia da covid-19, o setor da construção civil sofreu constantes variações. Isso, de acordo com a secretária, provocou aumentos de preços nos insumos e matéria-prima. Todas relacionadas na planilha de custo da obra.

“Desta forma a empresa contratada, visando manter a exequibilidade do contrato, apresentou junto à municipalidade dois requerimentos. Um deles pleiteando o reajuste do valor do contrato. E outro solicitando o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.” Preliminarmente, conforme a secretária, a Prefeitura deferiu o primeiro pedido, reajustando o contrato de acordo com os índices da inflação.
ATUALIZAÇÕES CONSTANTES
Em relação ao pedido de reequilíbrio econômico-financeiro, por causa das variações de preço ao longo dos últimos meses, muitas atualizações ocorreram. “A empresa contratada fez várias alterações na planilha de preço. Isso, para que o pedido pudesse ter a análise do Poder Público”. A cautela, segundo Jéssica, trata-se da comprovação do déficit econômico com os preços originalmente estabelecidos no projeto.
“Assim, considerando as datas do último protocolo das referidas planilhas, as mesmas encontram-se para análise junto à Caixa Econômica Federal.”
Em seguida será protocolado o pedido de complementação de recursos junto ao Governo Federal. Só assim haverá a conclusão da obra, que não tem data para ocorrer.
RSN – Rede Sul de Notícias