Policial baleado em ataque à empresa de valores em Guarapuava tem morte cerebral confirmada, comunica PM

 Policial baleado em ataque à empresa de valores em Guarapuava tem morte cerebral confirmada, comunica PM

Cabo Ricieri Chagas estava em viatura alvejada por criminosos no domingo (17) e foi baleado na cabeça. Segundo a PM, ele tinha 26 anos de corporação.

A Polícia Militar informou, neste sábado (23), que o cabo Ricieri Chagas, baleado na cabeça durante a tentativa de assalto à empresa de valores em Guarapuava, teve morte cerebral confirmada. O comunicado foi feito pelo novo comandante do 16º Batalhão de Polícia Militar (BPM), Major Flávio Ferraz.

À RPC, o comandante disse que fez o comunicado representando a família do cabo. Ricieri estava na viatura alvejada por criminosos na noite do último domingo (17). A polícia lamentou a perda do militar, que estava na corporação há 26 anos.

Ricieri foi a única vítima do ataque que morreu. Além dele, outras duas pessoas ficaram feridas, sendo elas um segundo PM e um civil.

O militar deixou a esposa e dois filhos.

Cabo Ricieri foi atingido com disparo na cabeça no domingo (17) — Foto: Divulgação/Redes Sociais

Junto a Ricieri, outros dois policias e um cachorro estavam no veículo alvejado: o cabo Wendler, que não se feriu e foi salvo de um tiro de fuzil que acertou o celular dele; e o cabo José Douglas Bonato, que foi baleado na perna e recebeu alta do hospital. O animal não se feriu.

Todos eles deixavam a sede do 16º batalhão, em Guarapuava, quando foram surpreendidos por parte do grupo criminoso, que fez diversos disparos contra a viatura de acordo com o secretário de Estado Segurança Pública do Paraná, coronel Romulo Marinho Soares.

Em um áudio, Bonato relatou o momento do ataque. “Eles atiram pra matar e não param”, contou. Bonato ainda faz menção ao cabo Ricieri Chagas. Ouça aqui.

“Dai eu pensei que eles ‘iam matar nós’ de vez ali cara. Só que eu não vi nada. Dai eu me joguei da viatura. E a viatura bateu, acho. Rastejei no mato e consegui forçar o torniquete. Só que daí eu desci da barca e pisei, dai eu acho que quebrou de vez a perna. Daí o Wendler [terceiro policial] não conseguiu me resgatar, mas fez certo, tocou pro hospital com o Ricieri”.

Um civil, que não teve o nome revelado, foi atingido dentro de casa. Ele mora próximo da transportadora de valores. Segundo a PM, ele recebeu atendimento médico e foi liberado.

Ao menos 30 criminosos estavam envolvidos na tentativa de assalto. Até este sábado (23), duas pessoas foram ouvidas como suspeitas, mas foram liberadas.

O ataque

A tentativa de assalto a uma transportadora de valores de Guarapuava, na região central, e o ataque ao 16ª Batalhão da Polícia Militar (BPM) do município, ocorreram de maneira simultânea na noite do último domingo (17).

A informação foi confirmada ao g1 pelo secretário de Estado Segurança Pública do Paraná, coronel Romulo Marinho Soares.

Um vídeo obtido com exclusividade pela RPC mostra que o grupo criminoso ficou por uma hora e meia em frente à transportadora. Conforme o horário indicado nas imagens, tem-se que viaturas da polícia aparecem na região à 0h45, quase uma hora após a saída dos suspeitos.

Segundo o secretário, o intervalo de tempo entre a chegada dos assaltantes na cidade até a fuga, foi de cerca de cinco horas.

A polícia investiga a possível ligação do grupo que atuou na cidade em crimes similares em Criciúma (SC) e Araçatuba (SP).

Entenda, abaixo, a ordem cronológica da noite de terror em Guarapuava:

Cronologia da tentativa de assalto em Guarapuava — Foto:  Wagner Magalhães

Cronologia da tentativa de assalto em Guarapuava — Foto: Wagner Magalhães

Do G1 Paraná

NOTA DE PESAR

Cabo Ricieri Chagas, natural de Campo Mourão, nasceu em 29 de outubro de 1973, ingressou nas fileiras da Corporação em 26 de Julho de 1995, tendo atualmente 29 anos, 3 meses e 05 dias de excelente serviços prestados!

Deixa a esposa e um casal de filhos.

Atuou no 16º BPM e no Batalhão de Polícia de Fronteira. No 16º atuou nos extintos GOE (Grupo de Operações Especiais) e TMA (Tático Móvel Auto), além da ROTAM e Pelotão de Trânsito. Por cerca de 15 anos vestiu a camisa do Pelotão de Choque do 16° BPM.

Teve uma carreira exemplar e extremamente operacional. É conhecido por todo o país, por ter brilhantemente representado a PMPR na Força Nacional.

Ostentava com honra o brevê do CCDC (Curso de Controle de Distúrbios Civis) em seu peito.

Conhecido por sua célebre frase “Vamos pegar os caras!”. Sua marca registrada sempre foi o amor a profissão. Sempre foi o paizão dos policiais do Choque, aconselhando os demais policiais.

Seu legado para sempre será lembrado.

Honrou com todas as suas forças o seu juramento: “Devotar-me inteiramente ao serviço do Estado e da minha Pátria cuja honra, integridade e instituições defenderei com o sacrifício da própria vida.”

“E quando caminhar em direção a Vós, terei a certeza de que serei um Homem de Choque, nesta e em outras vidas, pela paz e pela ordem, CHOQUEEEEE!”

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