Família do suposto autor dos disparos em boate de Pitanga teve que sair da cidade e abandonar a casa por medo de represália

 Família do suposto autor dos disparos em boate de Pitanga teve que sair da cidade e abandonar a casa por medo de represália

A defesa da família do suposto autor dos disparos, emite nota de esclarecimento após a família ter que abandonar a casa e sair da cidade de Pitanga por medo de represália.

NOTA DE ESCLARECIMENTO: A VERDADE PRECISA SER APURADA

Nos últimos dias, um episódio trágico ocorrido na madrugada de terça-feira, dia 18 de março de 2025, na boate Casa do Mel, em Pitanga (PR), tem sido amplamente discutido e julgado nas redes sociais. No entanto, muitas das versões divulgadas ignoram pontos fundamentais que ainda precisam ser esclarecidos. Antes de condenar alguém publicamente, é preciso questionar: o que realmente aconteceu naquela noite? O que motivou os disparos?

Rodolfo Schroeder e Alerrandro Aramoni de Lemos não se conheciam antes daquela noite. Os dois estavam em um ambiente inadequado, ingerindo bebida alcoólica até as 06h da manhã, o que, por si só, já contribuiu para o descontrole da situação. Em determinado momento, os dois se envolveram em uma briga, que escalou rapidamente. Importante ressaltar que Rodolfo não foi o único a agredir — ele também foi atacado inicialmente com uma banqueteada e, em seguida, sofreu diversos socos e pontapés. A luta foi tão intensa que ambos chegaram a cair no chão.

Outro ponto essencial ignorado pelas versões divulgadas é que Rodolfo possui estatura baixa em relação a Alerrandro, que é mais alto e fisicamente avantajado. Durante o confronto, no momento em que Rodolfo foi atingido pela banqueteada, ele efetuou o disparo, em uma reação instintiva ao golpe. Ou seja, o tiro não foi deliberado ou premeditado, mas sim um reflexo da agressão que ele sofreu no calor da briga.

Além disso, se houvesse intenção real de matar, Rodolfo teria atirado até o fim. Mas ele não o fez. Ele deixou o local. Isso demonstra que o ocorrido não foi um ato pensado, mas sim uma consequência infeliz de um confronto físico entre duas pessoas alteradas pelo álcool.

Diante da exposição do caso, a família de Rodolfo passou a ser perseguida e ameaçada. Sua esposa e sua filha, que nada têm a ver com o ocorrido, tiveram que sair da cidade, com medo de represálias. Pessoas ligadas à outra parte fizeram vistas rondando a residência, e as redes sociais foram tomadas por discursos de ódio, como se a verdade já estivesse completamente estabelecida. Mas será que está?

É compreensível que a outra família esteja sofrendo, mas justiça não se faz com linchamento público e incitação à violência. A dor de um lado não pode justificar a perseguição a pessoas inocentes. A única coisa que pode trazer a verdade é uma investigação justa, sem pré-julgamentos.

Pedimos que as pessoas parem e reflitam antes de espalhar acusações infundadas. Não se trata de defender um ou outro, mas sim de garantir que os fatos sejam esclarecidos sem interferência da emoção ou do ódio. Ainda há muito a ser apurado. A justiça existe para isso.

Tabloide Regional

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