“Rachadinha” – Gaeco e MP apreendem duas malas com mais de 100 mil em operação contra um vereador de Curitiba
O vereador Lórens Nogueira (PP) foi alvo de uma operação realizada na manhã desta terça-feira (26), em Curitiba, que investiga crime de “rachadinha” e peculato. A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR).
Segundo o Gaeco, durante a operação, duas malas contendo grandes quantias em dinheiro foram apreendidas, sendo uma com cerca de R$ 100 mil na casa do vereador e outra contendo R$ 8 mil, na casa de uma assessora que não teve o nome divulgado. Também foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados.

➡️ “Rachadinha” é o termo usado para descrever um esquema ilegal em que servidores comissionados ou assessores de gabinetes públicos são obrigados a devolver parte dos salários para políticos ou superiores.
“No curso da investigação, que contou com autorização judicial para a realização de ação controlada, foi possível identificar repasses de valores ao vereador investigado compatíveis com a prática conhecida como rachadinha”, disse o MP.
A ação cumpriu também outros 12 mandados de busca e apreensão em outros locais. O MP não divulgou os nomes de todos os alvos, nem a quem pertencem os endereços. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Garantias.
Em nota, a defesa do vereador disse que, até o momento, não teve acesso integral ao teor da investigação e que respeita o trabalho da instituição.
“Destaca a necessidade do respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência”, diz a nota.
A Câmara Municipal de Curitiba informou que autorizou o acesso às dependências do Legislativo para o cumprimento da medida judicial. Disse também que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
O g1 tenta localizar a defesa do PP para comentar o caso.
Lórens Nogueira é natural de Curitiba e foi eleito vereador da capital pela primeira vez nas eleições de 2024, com 4.727 votos.
A operação foi nomeada “Déjà-vu” em alusão às sucessivas investigações realizadas pelo MP-PR relacionadas à rachadinha. Com g1 PR e RPC Curitiba — Curitiba
Gaeco cumpre 13 mandados de busca e apreensão em investigação sobre possível prática dos crimes de “rachadinha” e peculato por vereador de Curitiba
O Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu na manhã desta terça-feira, 26 de maio, em Curitiba, 13 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Déjà-vu. O objetivo da ação é apurar a possível prática dos crimes de “rachadinha” e peculato (respectivamente, artigos 316 e 312 do Código Penal Brasileiro) por um vereador da capital paranaense.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Garantias da Comarca e cumpridas em endereços ligados aos investigados, entre eles a Câmara Municipal de Curitiba. Durante o cumprimento das medidas, houve a apreensão de duas malas contendo grandes quantias em dinheiro, além de equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados e poderão auxiliar na continuidade das investigações.
No curso da investigação, que contou com autorização judicial para a realização de ação controlada, foi possível identificar repasses de valores ao vereador investigado compatíveis com a prática conhecida como “rachadinha”.
Referência – O nome da operação (Déjà-vu) faz alusão às sucessivas investigações realizadas pelo Ministério Público relacionadas à prática criminosa conhecida como “rachadinha”. O termo popular é utilizado para descrever o esquema ilegal em que um político ou assessor exige a devolução de parte do salário de funcionários contratados para trabalhar em gabinetes públicos.
Processo 0006345-47.2026.8.16.0196.
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