Gepatria de Foz do Iguaçu ajuíza ação contra um Capitão da PM que foi flagrado recebendo propina de um empresário

 Gepatria de Foz do Iguaçu ajuíza ação contra um Capitão da PM que foi flagrado recebendo propina de um empresário

O Ministério Público do Paraná apresentou nesta semana, em 4 de março, ação civil pública por ato de improbidade administrativa em face de um capitão da Polícia Militar acusado de ter abandonado o posto de serviço e se deslocado a Curitiba para receber propina de um empresário. A ação foi ajuizada pelo Núcleo de Foz do Iguaçu do Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Além da questão criminal, alvo de ação penal também proposta pelo MPPR, o Gepatria sustenta que os fatos implicaram em atos de improbidade administrativa que levaram a enriquecimento ilícito, além de lesão aos princípios constitucionais regentes da administração pública, bem como danos morais coletivos. Se condenado, o policial militar pode perder a função pública, além de ter suspensos os direitos políticos e ser obrigado a pagar multa cível.

O PM foi preso em flagrante, em Curitiba, em dezembro de 2019, no momento em que recebia dinheiro de um empresário para não iniciar uma investigação relacionada a contratos dele com a prefeitura de Foz. O policial atuava no Núcleo de Foz do Iguaçu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPPR. A prisão foi efetuada por uma equipe do Gaeco da capital.