Vereador afastado do cargo, acusado de assédio sexual, é também afastado do cargo da Prefeitura de Campina da Lagoa
- Vereador de Campina da Lagoa é afastado por 120 dias após decisão judicial
- Vereador é afastado também do cargo público após decisão judicial em Campina da Lagoa
- PCPR conclui inquérito e indicia homem por assédio sexual em Campina da Lagoa
O vereador Edimar Vaiz, do Município de Campina da Lagoa/PR, que já havia sido afastado do cargo de vereador por decisão judicial, também foi afastado do cargo que ocupa na Prefeitura Municipal de Campina da Lagoa.
A medida foi determinada pelo Prefeito Padre Gianny José Gracioso Bento e oficializada por meio da Portaria nº 062/2026, publicada pela administração municipal.
Edimar Vaiz é servidor efetivo no cargo de tratorista desde 03 de março de 2008. O afastamento ocorre em cumprimento à decisão judicial que impôs medidas cautelares no processo nº 0001374-82.2025.8.16.0057, em tramitação na Comarca de Campina da Lagoa.
De acordo com o documento, o próprio servidor protocolou um ofício junto à prefeitura comunicando a decisão judicial.
Conforme a portaria, o afastamento será pelo prazo de 120 dias, contados a partir de 09 de março de 2026, podendo ser mantido enquanto perdurar a determinação da Justiça.
Durante esse período, o servidor permanecerá afastado das funções públicas, porém, sem prejuízo da remuneração, conforme estabelecido na decisão judicial.

PCPR conclui inquérito e indicia homem por assédio sexual em Campina da Lagoa
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu inquérito policial que investigou um caso de assédio sexual ocorrido em Campina da Lagoa, no Oeste do Estado. O investigado foi indiciado pela prática do crime.
Conforme a delegada da PCPR Muriel Cunha, o procedimento apurou denúncias de que uma servidora pública teria sido alvo de constrangimentos reiterados por parte do investigado.
Conforme as investigações, os fatos envolveram comentários de cunho sexual, abordagens físicas, toques não consentidos e tentativas de abraços e contatos corporais em dependências da unidade de saúde.
“Durante as diligências, uma segunda mulher foi ouvida e relatou ter sofrido assédio sexual pelo mesmo investigado em período anterior”, explica.
A delegada ainda ressalta que o investigado constrangeu a vítima com a finalidade de obter favorecimento sexual, valendo-se da condição funcional.
O inquérito foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.