Vereador de Ivaiporã que foi preso com maconha e cocaína no carro, pensa em renunciar

 Vereador de Ivaiporã que foi preso com maconha e cocaína no carro, pensa em renunciar

Vereador Antônio Vila Real de Ivaiporã/PR. Foto: Divulgação da rede social

O vereador de Ivaiporã, Antônio Vila Real (MDB), de 60 anos, avalia renunciar ao cargo na Câmara Municipal. A informação foi confirmada pelo advogado do parlamentar, Paulo Bueno Jr na manhã de sábado (30/09). Vila Real foi detido no início da semana em uma operação contra o tráfico de drogas.

De acordo com o advogado, familiares do vereador pediram para ele se afastar da política e Vila Real avalia seriamente sobre renunciar durante a Sessão da Câmara que será realizada nesta segunda-feira (2).

“Está sendo avaliado, e existe essa possibilidade, pois sua família pediu para ele renunciar e se afastar da política, pois compreende que todo esse transtorno, entre outras perseguições diretas e indiretas são relacionadas à política. E por essa razão avalia seriamente sobre renunciar na segunda-feira”, disse o advogado.

Bueno afirma que a renúncia não tem relação com alguma estratégia política, mas sim uma decisão que será tomada por influência do âmbito familiar. “Entendemos que caso ele seja cassado no legislativo, o judiciário certamente devolverá o cargo ao vereador e ele não perderá os seus direitos políticos, assim como já ocorreu com outros vereadores em casos semelhantes. Se a renúncia ocorrer, vai ser exclusivamente no âmbito pessoal e familiar”, afirma.

Vila Real avalia deixar o cargo após se envolver em uma ocorrência policial na noite da última segunda-feira (25) durante operação contra o tráfico de drogas. O vereador estava acompanhado por um homem que tem antecedentes criminais por tráfico. Ambos estavam no carro do parlamentar onde foram encontradas porções de cocaína. O vereador foi autuado por posse de drogas para consumo e o passageiro por tráfico de drogas. 

A defesa do advogado refuta veementemente as acusações e afirma que o vereador vai provar sua inocência. “Existem indícios de que foi orquestrada uma situação para sujar o nome do vereador, mas isso só será demonstrado nos autos do processo judicial. Uma cópia será fornecida para imprensa, com ampla e total transparência, eis que não tem o que ser escondido da população”, afirmou o advogado.

A reportagem tentou contato via telefone com o vereador Antônio Vila Real, mas não obteve sucesso.

Estas informações são do TN Online e Blog do Berimbau

Já o site do UOL de São Paulo divulgou a seguinte nota sobre o caso logo após o acontecido.

Vereador é preso com maconha e cocaína no carro; ele nega envolvimento

O vereador Antônio Vila Real (MDB), de Ivaiporã (PR), e um homem de 28 anos, foram presos após a polícia ter encontrado cocaína e maconha no veículo em que ambos estavam.

O político, que dirigia o carro, foi liberado após o passageiro confessar que a maior parte da droga não era do vereador, e sim dele. Mesmo assim, Vila Real irá responder por porte de cocaína para uso pessoal. O vereador nega envolvimento com os entorpecentes.

O que aconteceu

Foram encontrados cerca de 300 gramas de maconha e 7 gramas de cocaína no carro. O vereador e o outro suspeito foram interceptados pela polícia em uma “área rural alvo de denúncias relacionadas ao tráfico de drogas”, afirmou a Polícia Militar do Paraná. A abordagem aconteceu às 21h30 de segunda-feira (25).

O passageiro, definido como “amigo” pelo vereador, foi preso em flagrante por tráfico de drogas após a polícia encontrar mais maconha em sua casa. Ele confessou que guardava cerca de 2,3 quilos de maconha em uma residência na zona rural de Arapuã. Agentes foram até o local e encontraram a droga, diz a PM.

Já a cocaína foi encontrada em uma mochila que seria do vereador, segundo a polícia.

Foi registrado um termo circunstanciado no nome de Antônio Vila Real por porte de drogas para uso pessoal.

O vereador nega e diz que cocaína foi colocada no banco de trás do carro pelo passageiro. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Vila Real aparece ao lado de um advogado e afirma que não sabia que o amigo, a quem dava uma carona, “portava alguns produtos ilícitos”. “Ele assumiu toda a responsabilidade. Eu só fui dar carona”, diz o vereador.

Tabloide Regional

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