Empresário de Londrina é preso pela PF suspeito de organizar atos golpistas
Polícia investiga possível participação de mais londrinenses na destruição dos prédios públicos e tentativa de golpe.
Veja quem são os presos em nova fase de operação da PF por atos criminosos em Brasília
PGR denuncia mais 150 pessoas envolvidas em atos criminosos de 8 de janeiro no DF
Uma ação da Polícia Federal (PF) deflagrada na manhã desta sexta-feira (27) prendeu um dos envolvidos na organização dos atos golpistas do dia 8 de janeiro, em Brasília. Segundo a PF, o empresário Claudio Mazzia é um dos suspeitos de organizar uma excursão com 20 ônibus que seguiram para a capital do país.
Os policiais também cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do acusado. Mazzia é diretor de uma construtora na cidade.
Nas redes sociais, convites divulgados em grupos locais, convocavam os bolsonaristas para viagens de graça até Brasília. O TEM teve acesso às publicações que circularam pelas redes sociais dias antes do ataque terrorista no Distrito Federal. Veja abaixo:

A defesa do suspeito alega que ele não é organizador e nem financiador dos atos, mas confirma que ele participou das reuniões golpistas instaladas em frente ao Tiro Guerra de Londrina. Os defensores também afirmam que ele não esteve em Brasília no dia da invasão.
De acordo com as investigações, seis ônibus teriam partido de Londrina rumo à Brasília.

Em todo o país, a PF cumpre 11 mandados de prisão preventiva e 27 mandados de busca e apreensão. A operação acontece em cinco estados e no Distrito Federal. O objetivo é identificar pessoas que participaram, financiaram ou incentivaram as ações de vandalismo e de Golpe de Estado.
Com as prisões, a polícia pretende chegar a outros acusados que também teriam organizado, financiado e incentivado as excursões. Entre os crimes investigados estão: abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; associação criminosa; incitação ao crime; destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.
Com TemLondrina e CNN Brasil