Nota da médica do Hospital de Pitanga que disse que foi desacatada durante atendimento

 Nota da médica do Hospital de Pitanga que disse que foi desacatada durante atendimento

Hospital São Vicente de Paulo de Pitanga-PR

(MÉDICA RELATA QUE FOI DESACATADA E AMEAÇADA POR UM HOMEM NO HOSPITAL DE PITANGA)

(DIREITO DE RESPOSTA EM FACE DA NOTÍCIA PUBLICADA NO DIA 25/12/2022, NA QUAL MÉDICA ACUSA PAI DE DESACATO E AMEAÇA)

Os pais compareceram por volta das 5:28 (horário do prontuário) e foi atendido por volta das 6:00!

Eu, como médica plantonista estava exercendo meu dever, minha função no Hospital São Vicente de Paulo com muito prazer.

O filho do mesmo não apresentava nenhum sinal de gravidade para ser atendido em menos de 10 min.

Existe triagem (protocolo de Manchester) que seguimos.

Fui chamada, aguardei eletrocardiograma ficar pronto! Avaliei o mesmo, examinei! E expliquei que as alterações no eletrocardiograma, e como médica, quis deixar o mesmo internado para coletarmos exame de sangue e avaliamos melhor a evolução do caso.

Os pais se negaram a ficar, reforcei que a pediatra chegaria por volta das 8:30/9 horas da manhã, e que se retirassem do local teriam que assinar termo de responsabilidade (onde não foi assinado, devido ambos terem saído correndo após eu chamar a polícia).

O pai do paciente queria levar o exame (eletrocardiograma), relatei ao mesmo que eu como médica não tinha autoridade sobre as regras do hospital quanto a exames, e sim a recepção.

O mesmo não concordou, com a recepção.

Me disse que era bom eu tomar cuidado, pois sairia algemada do hospital.

Eu como funcionária pública, médica do estabelecimento me senti extremamente ofendida, e sabendo dos meus direitos, onde existe a lei (art. 331) – Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa. Todos os direitos reservados. Pedi a recepção para chamar imediatamente a polícia, antes disso, ouvi xingamentos como: “você é uma péssima médica”.

Me defendi e exigi assim como exijo respeito do mesmo, onde tenho 7 anos de formada, cumpro com todas as minhas obrigações como Médica, uma vez que nunca me senti tão desrespeitada, ofendida e ameaçada como fui, minha reação foi a minha defesa diante dos xingamentos.

Acima, o mesmo evidencia e confirma minha conduta diante do resultado do eletrocardiograma, que era investigar melhor o quadro do paciente, onde prefiro pecar pelo excesso de cuidado do que pela falta, confio piamente no meu trabalho, e relatei aos pais a falta de gravidade do resultado do exame do paciente, mas que queria um parecer melhor da pediatra e até cardiologista.

Após os pais ouvirem que iríamos chamar a polícia saíram correndo.

O fato anterior que o mesmo relata sobre a minha conduta diante de um caso de um paciente que estava no box (sala de emergência), evidencio, que o senhor Willian Alessandro Rocha não é portador de CRM, e até onde eu sei, não é médico para contestar minha conduta, onde nem com colegas fazemos isso por ser totalmente antiético.

Evidencio também que nós do Hospital São Vicente de Paulo, recepção, enfermagem, ficamos sem entender o porquê dos pais correrem após eu ter feito o acionamento da polícia, já que estavam tão insatisfeitos.

Chegou até mim a informação que o mesmo, o pai do paciente, Willian Alessandro Rocha, é Juiz do Trabalho, chamando ainda mais minha atenção sobre a forma que fui tratada.

Direito de resposta em face da notícia publicada no dia 25/12/2022, na qual médica acusa pai de desacato e ameaça

Me chamo Willian Alessandro Rocha e, neste ato, solicito a veiculação do direito de resposta em relação à mensagem publicada no link acima.
Eu sou o pai da criança em questão e por meio deste exerço meu direito constitucional de resposta (artigo 5º, V, da CRFB/1988).
Moro no Estado de São Paulo e viajei (juntamente com minha esposa e meus dois filhos) no final de ano para visitar meus familiares, que moram em Manoel Ribas e Pitanga.
Na madrugada do dia 24/12/2022, por volta das 4h45, quando estávamos pernoitando no sítio do meu sogro, na Zona Rural de Pitanga, meu filho de seis anos acordou reclamando de dores no peito.
Em razão disso, minha esposa e eu procuramos ajuda médica junto ao hospital mais próximo, o Hospital São Vicente de Paulo, no Centro de Pitanga. Ao chegar ao estabelecimento de saúde, por volta das 05h13, fomos atendidos pelo Enfermeiro Willian, que estava sozinho no local no momento. Ele fez a função de recepcionista e, de imediato, comunicou a médica que estava de plantão no hospital. Logo após, o referido enfermeiro convidou o meu filho para fazer o atendimento prévio, fazendo o exame de eletrocardiograma. Logo em seguida, percebi que o enfermeiro entrou novamente em contato com a médica.
Alguns minutos mais tarde, o enfermeiro pediu para outra enfermeira (de nome desconhecido), que havia chegado ao local, ir chamar a médica para prestar o atendimento de socorro ao meu filho e à outra paciente, que havia chegado alguns minutos após meu filho. Disse o enfermeiro à outra enfermeira: “por favor, vai lá bater na porta e acordar a Doutora, que ela precisa vir atender os dois pacientes”.
Na sequência, o enfermeiro Willian nos avisou que havia uma alteração no exame cardiológico do meu filho e que estava novamente ligando para a médica plantonista, dada a situação de emergência do meu filho e da outra paciente que estava no local (com severa crise de enxaqueca).
Foi perceptível que o enfermeiro Willian estava apreensivo com a demora da médica plantonista.
Foi possível ouvir a última ligação do enfermeiro à médica, em que aquele expunha a esta que precisava dela com urgência no pronto-socorro do hospital.
Em razão da demora na chegada da médica plantonista, questionei o enfermeiro Willian se eu poderia deslocar meu filho para outro hospital, ao que ele me disse que eu somente poderia sair após assinar um termo de responsabilidade.
Logo na sequência, por volta faz 06h10, a médica (de nome desconhecido até o momento deste direito de resposta) chegou ao pronto socorro, com visível sonolência (estava bocejando) e mau humor. Iniciou o atendimento do meu filho de forma precária no próprio corredor, sem ao menos colocá-lo numa maca para examiná-lo.
Na sequência, a médica plantonista foi atender a outra paciente e retornou à recepção, onde estava o enfermeiro Willian, passando-lhe orientações e prescrevendo medicação para a outra paciente. Foi possível perceber que o enfermeiro alertou a médica de que ela estava prescrevendo medicação em duplicidade à paciente. O esposo daquela paciente questionou a médica quanto à medicação via injeção, dizendo que a enxaqueca era recorrente e nas outras ocasiões o quadro de dor foi controlado via soro. A médica ficou visivelmente alterada e respondeu ao esposo da paciente, de forma grosseira, que ela era a médica e é ela quem decide qual procedimento adotar.
Na sequência, a médica voltou ao atendimento do meu filho, em meio ao corredor, dizendo que ele tinha um problema no coração (um bloqueio) e que iria encaminhá-lo para um cardiologista ou um pediatra e, consultando o recepcionista (também de nome desconhecido, que havia chegado ao local alguns minutos antes da médica), disse que iria internar meu filho até a chegada de um cardiologista ou pediatra.
Questionamos, então, qual o horário da chegada do cardiologista ou pediatra, ao que o recepcionista nos disse que chegariam por volta das 09h ou 10h, mas ainda dependeria do contato prévio.
Minha esposa questionou a médica se ela iria medicar meu filho, obtendo como resposta que meu filho não seria medicado e seria internado só para aguardar a avaliação do pediatra ou cardiologista.
Em razão disso e considerando todo o cenário de visível instabilidade emocional da médica plantonista, aliada ao fato de que meu filho somente seria atendido por um especialista cerca de três horas depois, conversei com minha esposa e decidimos que iríamos levar meu filho para o Hospital Bom Jesus, no Município de Ivaiporã.
Ao informar, de forma respeitosa, tal decisão ao recepcionista e à médica, esta disse que não se responsabilizaria se ocorre algo com meu filho no trajeto. Nós mantivemos a decisão de levá-lo ao outro hospital e solicitamos cópia do exame de eletrocardiograma, que nos foi negado pelo recepcionista e pela médica.
Argumentei que o acesso ao exame do meu filho é um direito assegurado pela Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13709/2018). A propósito, o artigo 6º, IV da referida lei prevê o princípio do livre acesso, consubstanciado na “garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração do tratamento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais”.
Ao questionar sobre o aspecto legal e verificando a arbitrária recusa na entrega de cópia do exame do meu filho, afirmei que o acesso é um direito meu e que, se necessário, buscaria auxílio policial para fazer valer o meu direito e do meu filho.
Ao ouvir isso, a médica partiu em minha direção com o dedo em riste, a poucos centímetros do meu nariz e passou a falar em voz alterada e dizendo que eu a estava desacatando. Sem alterar minha voz, pedi para a médica baixar o dedo, pois aquilo não era necessário e que eu não a estava desacatando. Na sequência, a questionei pela demora no atendimento, ao que ela continuou gritando comigo em frente à minha esposa e ao meu filho. No calor do momento, disse à médica que ela estava sendo uma péssima profissional com aquele tipo de atendimento. Ao ouvir isso, a médica disse: “então porque trouxe seu filho aqui, vaza daqui!”.
No momento, pensei em acionar a força policial, mas preferi atender à ordem da médica de sair do hospital, até mesmo porque meu filho precisava de atendimento, razão pela qual não faria sentido ficar naquele local, discutindo com a médica, em vez de buscar o atendimento necessário ao meu filho.
Saí do Hospital São Vicente de Paulo por volta das 06h27 e cheguei ao Hospital Bom Jesus, em Ivaiporã, por volta das 07h21, onde meu filho foi atendido por um médico especialista.
Essa é a verdade dos fatos. Apenas exigi a satisfação do meu direito de acesso ao exame e busquei auxílio médico em outro local, pois não estava me sentindo seguro em ver meu filho ser atendido por uma profissional que demonstrava sonolência e desequilíbrio emocional, além de saber que ele somente seria atendido por um especialista por volta das 09h ou 10h. A propósito, meu filho foi atendido por volta das 08h/08h30 por um especialista em cardiologia (Dr. Siqueira) em Ivaiporã, que exarou parecer no sentido de que o exame estava compatível com a idade do meu filho e que as dores seriam atribuídas a esforço físico no dia anterior.
Em resumo, esse é meu direito de resposta. Solicito a publicação no mesmo portal e com o mesmo destaque, nos termos em que me garante a Constituição da República Federativa do Brasil, em seu artigo 5º, V.
Willian Alessandro Rocha

RELATO DA MÉDICA EM RELATÓRIO DA PM

Na manhã de sábado, dia 24 de dezembro de 2022, às 09h00min, a equipe policial militar de Pitanga atendeu uma solicitação via central 190, onde se deslocou até ao Hospital São Vicente de Paulo, e em contato com a Doutora de Plantão, ela relatou que por volta das 05h28min, um homem de 46 anos chegou ao hospital, acompanhado de seu filho de 6 anos, que apresentava dores na região do peito, sendo feito uma ficha para atendimento e realizado alguns exames, dentre eles, um eletrocardiograma, sendo que a doutora notou que houve uma pequena alteração neste exame, onde foi informado o pai da criança que a criança deveria ficar internada no hospital e aguardar para ser atendida por um Médico Pediatra, porém, o pai da criança começou a alterar o tom de voz, dizendo que a criança não ficaria internada, que a doutora era uma péssima médica, que não sabia o que estava fazendo, dizendo em tom de ameaça, desacatando além da doutora, também o recepcionista de 26 anos, o qual testemunhou o fato corrido, e em seguida o homem e seu filho se evadiram do hospital.

Diante dos fatos, foi lavrado o boletim de ocorrência e orientado a solicitante quanto aos demais procedimentos, quanto ao prazo para representação contra o autor dos fatos.

Tabloide Regional

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